Pisco: de 2003 a 2010 marcado por 2007
A maior lavandaria, a céu aberto, do mundo!
Chandni Chowk é um daqueles sítios onde os tours não passam e onde os turistas não vão
Mascando coca nas montanhas do Peru!
Quer provar um rato?
Quer provar um rato? Como assim? Simples. Ele é um dos pratos mais tradicionais no cardápio peruano. É uma espécie de rato da Índia.
Enfeitado com rodelas de batatas e temperado com ervas, é servido nos restaurantes mais finos. Conhecido como cuy, é encontrado na mata.Depois de assado, chega ao prato recheado. Os chefs fazem questão de manter a forma do bicho, deixando à mostra cabeça, corpo e patas.
Se o rato não apetecer, mas a intenção for seguir a tradição, o turista tem a opção da alpaca, animal parecido com a lhama. Não fosse pela gordura abundante, a carne de alpaca poderia ser comparada à de vaca. O gosto é parecido. Mas nem só o rato e a alpaca constam nos cardápios. A típica comida peruana inclui uma enorme variedade de carnes. O tempero compreende várias ervas, que proporcionam um paladar excepcional. Os pratos, na maioria, vêm com milho e batata.
Ceviche, cebiche ou seviche?
Bangles são pulseiras na Índia!
Se podíamos ir à Cinq à Sec? Podíamos, mas não era a mesma coisa!
Peru: Terra dos Inkas!
From Índia to Luísa Pinto
Transportes Indianos: Até Já!
Ambrósio, apetecia-me um Chai! Tomei a liberdade de parar aqui, senhora.
Walking Experience nas ilhas flutuantes de Uros!
Se eu podia andar de barco rabelo no Rio Douro? Podia, mas não era a mesma coisa.
Se eu podia ficar em casa? Podia, mas não era a mesma coisa.
Surgiram 2 Vagas para a Aventura na Índia | 27 Março a 11 Abril 2010
Surgiram 2 Vagas para a Aventura na Índia 27 Março a 11 Abril 2010
+ info aqui
Linhas de Nazca: Criação extraterrestre?
As linhas de Nazca são geóglifos de enormes dimensões localizados no deserto de Nazca, no altiplano do Peru. Criados pelo povo de Nasca entre os séculos III a.C e VIII, estes geóglifos representam centenas de figuras, incluindo imagens estilizadas de animais como macacos, beija-flores ou lagartos, traçados no solo plano do deserto, em linhas se constituem em extensas esteiras de pedras não muito grandes catadas dos arredores.
A explicação da existência dessas linhas então varia desde criação por seres extraterrestres, de calendários, pura demonstração de arte e sabedoria (de um povo que tinha até complexos sistemas de aquedutos e técnicas agrícolas) ou então culto aos deuses.
O curioso é que, de tão extensas que são as figuras, elas não são perceptíveis do solo, mas apenas por vistas aéreas, dando margens a cogitação das razões pelas quais foram feitas e dos efeitos que puderam causar, já que aquela civilização não possuía aeroplanos. Contudo, os índios Nazca poderiam saber produzir balões pois há um vaso, agora no museu de Lima, com uma gravura de um balão, e em 1975, um grupo da International Explorers Society conseguiu construir o Condor I, baseado no desenho impresso no vaso guardado no museu e usando tecnologias encontradas na época e local da sociedade indígena.
in Wikipedia
Michael Palin visita o Machu Picchu!
(quase) Tudo esgotado!


ÚLTIMAS VAGAS para 27 de Março!
3 filmes a não perder para quem gosta da Índia!
Uma passagem para a Índia de David Lean
http://www.imdb.com/title/tt0087892/
Este filme, passado nos tempos da colonização britânica, retrata, com muita fidelidade, o "choque" civilizacional que ocorre quando um ocidental decide visitar um país de tradições ancestrais como a Índia.
Cidade da Alegria de Roland Joffé
http://www.imdb.com/title/tt0103976/
Baseado no livro homónimo de Dominique Lapierre, retrata a cidade de Calcutá com os seus famosos riquexós e bairros de lata. Um retrato chocante de um ocidental (Patrick Swayze) que decide "espreitar" este país fascinante.
Darjeeling Limited de Wes Anderson
http://www.imdb.com/title/tt0838221/
Este filme retrata a "loucura" de três irmãos muito diferentes e bastante atípicos que viajam juntos à procura da sua mãe. Esta obra, que foi essencialmente filmada na região do Rajastão, transmite-nos as paisagens desta sona árida pela janela do mais famoso transporte indiano, o comboio.
ÚLTIMAS VAGAS para a Aventura na India!
Neste momento há 2 vagas para a saída de 6 de Março!!!
clique aqui para mais informações
!Incredible !ndia!
O artesanato de Udaipur em vídeo por Inácio Rozeira
O homem das omoletes promove a Aventura na Índia com Inácio Rozeira!
Mais uma apresentação da Aventura na Índia. Agora em Udaipur!
Aventura na Índia apresentada junto ao Taj Mahal :)!
O maior bigode no mundo está na Índia, mais propriamente no Rajastão!
Como é que se atravessa uma rua na Índia!
Rajastão, Terra de Reis, Maharajas, Rajputs e ratos!
O trânsito caótico indiano!
E ainda não chegou o Tata Nano. A partir desse dia o trânsito vai mudar. Para pior, claro!
Mais um anúncio indiano fantástico!
ESGOTADO!
ÚLTIMA VAGA!
A saga dos anúncios indianos continua! Desta vez um anúncio à Gilette!
Mais um video genial! Este já foi muito divulgado mas vale sempre a pena rever:-)
A genialidade dos anúncios na Índia!
Dharamsala - A casa do Dalai Lama!
longe do nosso olhar
A memória longínqua de uma pátria
Eterna mas perdida e não sabemos
Se é passado ou futuro onde a perdemos
Sophia de Mello Breyner Andresen
Por entre a sombra da grande parede rochosa de Dhaula Dhar, por onde vagueiam os lendários monges Tibetanos, a vila de Mcleod Gang é imediatamente sobre Dharamsala. Ao longe elevam-se os mais importantes picos dos Himalaias Indianos, contempla-se o oculto, as encostas montanhosas cobertas de pinheiros a atingir o céu que pairam dentro de regiões de neve eterna.
O povoado está dividido entre a parte alta e a parte baixa, com a diferença de 457 metros. Entre elas, contra um fundo de picos brancos e florestas de gigantes coníferas, encontram-se, na espantosa vila de Dharamsala, cuidadosos jardins cultivados com chá. As montanhas abraçam três lados da povoação e do vale conhecido pela sua beleza pitoresca entre pinheiros altos, cultivos de chá, árvores de madeira condescendente, competindo com outras eminências, calmas e serenas. A altitude de Dharamsala varia entre 1.250 metros e 2.000 metros. A linha da neve, aqui, é provavelmente mais acessível do que em qualquer outra aldeia de montanha e é possível caminhar facilmente até lá no início da manhã. Os brilhantes raios de sol descem sobre a neve polida e lançam os seus reflexos de volta ao vale em todas as sete cores do arco-iris enviando um sinal para o início do dia.
O cenário muda à medida que nos aproximamos de Dharamsala. As planícies baixas cobrem-se de um véu azul, enquanto Dhaula Dhar, cordilheira onde Dharamsala se ergue, eleva-se sombria e coberta de pinheiros. É a residência oficial de Sua Santidade, XIV Dalai Lama, depois dos chineses invadirem o seu país. Dharamsala invoca dias imperiais em locais como Mcleod Gang e Forsythe Gang. Centro do distrito de Kangra, transformou-se em capital em 1852. Arruinada por um terramoto em 1905, renasceu das cinzas, mais resplandecente e preserverante, local de orgulho entre todos os locais turísticos em Himachal Pradesh. Quando o exílio Tibetano começou, primeiro dirigiram-se para Dalhouise mas, mais tarde, mudaram a sua colónia para Mcleod Gang, na parte alta de Dharamsala. Dalhouise ficou mais pobre, Dharamsala enriqueceu.
Desde 1960, quando o Governo Tibetando se sediou temporariamente neste local, Dharamsala ascendeu a uma reputação internacional como “pequena cidade de Lhasa na Índia”.
A alta altitude, a frescura e o tempo favorável contribuiram grandemente para a criação de um ambiente verdadeirmente Tibetano. Mais de 3.000 Tibetanos fizeram de Dharamsala a sua casa temporária, vivendo a maior parte em Mcleod Gang. Nos dias de hoje, Mcleod Gang é a mais Tibetana das terras Indianas e, quem sabe, do mundo.
Ainda nos nossos dias, refugiados Tibetanos chegam, sem nada nas mãos, com tudo deixado para trás para viverem perto do seu líder espiritual. A família que me acolheu no meu hotel tinha chegado há apenas um ano de uma fuga à prepotência chinesa. Durante 35 dias atravessaram os Himalaias, num grupo de 16 pessoas. Quando chegaram a Kathmandu, capital do Nepal, algumas sofreram amputações devido ao frio e às rigorosas intempéries do clima que tiveram de suportar e vencer.
Mcleod Gang é um local onde o repeito pela Natureza é pleno. Existe um respeito mútuo por cada divindade, que não é diferenciada em nenhum tipo de raça. Na minha curta visita por este local, pude assistir à atitude de uma monja idosa que gentilmente apanhou um pequeno réptil do centro de uma pequena vereda, para o colocar em sítio seguro, longe de pisadas desprevenidas ou desajeitadas. Para este povo, cada ser vivo pode ser a reencarnação de um familiar, amigo ou deconhecido que devemos respeitar, proteger e acariciar. Aqui, os animais não fogem das pessoas, existe um respeito mútuo e uma protecção, que surpreende os mais ignorantes em matéria de filosofia budista.
A sede do governo Tibetano em exílio é simples. Uma casa modesta, com a pintura gasta, da altura de um edifício de dois andares, com um comprimento de aproximadamente 50 metros. A residência oficial de Sua Santidade é incrivelmente ingénua. Nada comparável com as casas de chefes de governos de qualquer outro país. Mais rica é a biblioteca. Centro de todos os estudos e de todo o património Tibetano que foi recuperado. Numa pequena sala, guardado como um tesouro, encontramos o que se conseguiu salvar de um país destruído. Alguns quadros, algumas imagens e poucos pergaminhos. O património é assustadoramente pequeno e pobre. A grande parte dos antigos textos foram destruídos em nome daquilo a que os chineses cinicamente chamaram “revolução cultural”. A cultura Tibetana está ameaçada. Durante 17 anos, a “revolução culltural” chinesa destruiu cerca de 6.000 mosteiros budistas nas três regiões do Tibete – U-Tsang, Doto e Domey. Quase todo o património foi destruído. Bibliotecas e escolas foram pilhadas e incendiadas, os tesouros religiosos vandalizados, a língua Tibetana foi substituida pela chinesa no ensino secundário. Em 1994, até as fotografias do Dalai Lama e as bandeiras Tibetanas foram declaradas interditas.
Desde 1992, quando a China declarou o Tibete como “zona económica especial”, a transferência massiva de chineses fez com que os Tibetanos se tornassem numa minoria no seu próprio país. A capital do Tibete, Lhasa, foi destruída e reconstruída segundo um padrão de consumismo em que o betão preenche quase todos os edifícios. É hoje uma cidade sem alma, que já não pode contar nenhuma história sobre um povo nómada, que um dia viveu por aquelas paragens. Todo o resto do país foi explorado. Em vez de se preservarem patrimónios naturais peculiares que apenas encontramos numa zona com aquelas características tão ímpares, destruiram-se florestas, provocaram-se catástrofes naturais sem retorno. Abusou-se dos recursos naturais e a paz e a plenitude que se respirava quando Henrich Harrer (Austríaco, autor de “Sete anos no Tibete”) visitou o Tibete antes da invasão chinesa não existe. Está tudo de tal maneira vandalizado e destruído que um retorno parece já remoto, senão impossível.
Foi em Maio de 1949 que o recém estabelecido governo comunista Chinês assinou um convénio estendendo a supremacia chinesa ao Tibete, baseado na premissa de que ambas as nações eram uma parte do império Mongol. O exército chinês marchou para Lhasa no mesmo ano, iniciando um regime brutal e insensível, que deixou 1,2 milhões de Tibetanos mortos e outros sem conta obrigados a trabalhos forçados. A este processo de invasão prepotente, o governo chinês chamou, ironicamente, “libertação pacífica”. Não consta do Guiness, mas Gedhun Niyma, o Pachen Lama, é certamente o mais jovem preso político do mundo. Esta criança, com apenas 12 anos de idade é aquele que, segundo a tradição, virá a designar o próximo Dalai Lama. Aliás, tal como todo o povo Tibetano, também ele foi vítima da brutalidade chinesa e actualmente o seu paradeiro é desconhecido. Poucos dias após a proclamação, o rapaz de 6 anos de idade e seus pais desapareceram de sua casa, levados pela polícia chinesa. A China só admitiu o facto a 28 de Maio de 1996. Oficialmente, o governo chinês afirma que Pachen Lama foi colocado sob protecção governamental a pedido dos seus pais. Denunciando a proclamação efectuada por Sua Santidade, como ilegítima, e ignorando as convenções históricas relacionadas com o reconhecimento das reencarnações, em 29 de Novembro de 1995, as autoridades chinesas selecionaram o seu próprio “Pachen Lama”. Desde essa data, as fotos de Gedhum Nyima são proibidas, os seus defensores presos e o assunto, para os chineses, esquecido.
Desde 1949, 90% das instituições religiosas nacionais foram destruídas. Temendo pela sua vida e pela vida do seu povo, o líder espiritual do Tibete, Sua Santidade XIV Dalai Lama, Tenzin Gyatso, tomou a difícil decisão de liderar o seu povo para o exílio em 1959.
Acompanhado por uma pequena caravana, Dalai Lama chegou à Índia a pé, depois de ter caminhado durante semanas atravessando os Himalaias. Desde esse dia, 292.000 Tibetanos seguiram os seus passos, rumando a Dharamsala, Darjeeling e outras comunidades nas montanhas.
A China continua a resistir às inúmeras tentativas de diálogo sobre a questão Tibetana. Com as nações ocidentais a serem cúmplices da actividade chinesa por não tomarem atitudes que impeçam a progressão desta chacina, poucos são os que ainda acreditam num Tibete Livre. No entanto, a tortura do passado continua nos dias presentes. Cerca de 4 milhares de Tibetanos continuam detidos por apenas terem opiniões diferentes. A tolerância religiosa não existe. Constantemente são ocultados factos que reportam desaparecimentos, raptos e torturas. Um em cada dez Tibetanos a viver hoje no Tibete, passou 10 a 20 anos numa prisão ou num campo de trabalhos forçados frequentemente espancados ou torturados. Um número que dramáticas estatísticas revelam e que não se prevê mudar num futuro próximo.
Em nome da poética designação de “libertação pacífica” 1.200.000 Tibetanos morreram fuzilados, espancados, torturados, estrangulados, afogados, enterrados vivos, decapitados, mutilados ou famintos e os constantes atentados aos Direitos Humanos são evidentes. No meio de toda esta injustiça valerá apenas relatar o caso de uma monja que foi presa no ano de 1989. Dawa Langzom, logo depois de ter proferido slogans pela independência do Tibete, em Lhasa, foi arrastada para um jipe da polícia chinesa, que a levou para o centro de detenção de Gurtsa. Durante a viagem, foram-lhe cortados os mamilos com uma tesoura. O crime foi denunciado por outras monjas que conseguiram escapar para fora do Tibete.
Hoje, com 66 anos de idade, Dalai Lama transmite uma mensagem de paz ao mundo em resposta à injustiça que o seu povo sofre constantemente. Inspirado por uma das grandes personagens deste século, Mahatma Ghandi, Dalai Lama proclama a política da não-violência para responder à invasão chinesa. Paladino inequívoco da paz, a XIV reencarnação de Buda da compaixão, viaja pelo mundo transmitindo uma mensagem actualizada, com a qual cada vez mais ocidentais se identificam. Em 1989 foi considerado Nobel da Paz, e a abertura ao mundo da questão Tibetana criou um sentimento de cumplicidade para com o povo Tibetano por todos os seres humanos, independentemente do país, da raça ou da religião. Este homem, tem sido um peregrino incansável na difusão da causa do seu povo pelo mundo. Alertando constantemente para o drama Tibetano, pedindo simpatia e compaixão pela sua causa, viaja, e difunde a mensagem com as palavras: “Os laços com a terra parecem-nos adquiridos, intocáveis. Alguma coisa ocorre que põe em causa estes laços. Descobrimos uma brutalidade cínica, a utilização esmagadora da força, a nossa própria fragilidade. Partimos, finalmente, e passamos a ver a nossa terra de longe, ocupada, devassada. E, no entanto, damo-nos conta que ela não desapareceu, que ela subsiste em nós, que nos sentimos sempre Tibetanos. Então, começamos a perguntar: ser-se Tibetano, o que é?"
Este homem, considerado um Deus ao olhar de um Tibetano, costuma dizer “Eu sou apenas um monge budista - nem mais, nem menos". Enquanto todas as comunidades observam de longe, impávidas e serenas, os constantes atentados aos Direitos Humanos no Tibete, continuamos sem reconhecer o único país que realmente viveu em comunhão no “Tecto do Mundo”. Também o Dalai Lama, homem sempre sensato e optimista, crê que a invasão chinesa teve alguns benefícios: abrir os olhos aos Tibetanos e fazê-los partilhar a sua mensagem religiosa pelo mundo.
Na “Terra onde os Deuses nascem”, as pedras também rezam. Em cada estrada, pequeno caminho ou rude vereda encontram-se inscrições em seixos. As bandeiras de oração tibetanas alegram o céu azul e contrastam com o horizonte branco. Aqui e ali, encontramos monges e monjas, vestidos com as suas “albas” bourdeaux e laranja, carregando nas mãos uns colares de 108 contas (número de deuses budistas), para rezarem o seu mantra. Cada animal é um ser igual e exige a nossa comunhão e compaixão. Não são vegetarianos, senão por opção. Os Tibetanos desenvolveram uma civilização distinta, apesar de simples, fundada na ideia da interdependência do homem com a natureza. A sua dieta, à base de vegetais, deve-se à ausência de carne em terras de grande altitude. Àquela altitude apenas existe o iaque, imponente animal montanhês. Os grandes machos chegam a pesar 1000 Kg e a medir 2 metros de altura. A sua cor é castanho-escura uniforme. O tibetano come a carne e a gordura de iaque, bebe o leite de iaque, do qual ainda extrai a manteiga, veste-se com a pele de iaque, aproveita a lã do iaque e constrói as suas tendas de campanha, e até as suas embarcações, com couro de iaque. Além disso, serve-lhe de montada e utiliza os seus excrementos como adubo e como combustível em terras onde a lenha seja muito escassa.
Séculos antes da invenção da palavra ecologia, já os budistas sabiam alguma coisa sobre o assunto. A modernidade das ideias budistas verifica-se hoje pela adesão que encontram no ocidente. Não é por acaso que a filosofia de vida e as várias dimensões da cultura Tibetana continuam a fascinar o ocidente e a reunir apoios junto de grandes personalidades, de que é exemplo Richard Gere. Nesta questão qualquer motivo de referência é válido, desde que não faça esquecer que ainda existe um povo à beira da extinção.
O Tibete tem 2,5 mihões de Km2 e Lhasa é a sua capital. Nos dias de hoje, existem ainda 6 milhões de Tibetanos a viver no Tibete e um número indeterminado de chineses. O budismo é praticado por 99% da população Tibetana e os oráculos que em tempos mais remotos definiam a política do governo Tibetano, foram esquecidos. A altitude média desde país situa-se nos 4.200 metros sendo o ponto mais alto o monte Chomo Langma (8.848 m), vulgarmente conhecido por Evereste. Bebe-se chá salgado e comem-se enormes quantidades de Tsampa.
Nos dias de hoje é possível fazer uma viagem por este surpreendente país. Para entrar neste território é necessário um visto chinês e pertencer a um grupo mínimo de 6 pessoas. A viagem individual não é possível e todo o roteiro tem de ir pré-definido, acompanhado de marcações de hóteis, locais a visitar, etc... Quase todas as agências de viagens fornecem este tipo de serviço por pouco menos de 2500Euros por pessoa. A viagem é constantemente “controlada” pela polícia chinesa e não é sequer possível aproximarmo-nos dos tibetanos e contactar profundamente com o povo e o país.
Protegido pela magníica barreira dos Himalaias, este país que foi governado pelo clero durante séculos, continua por explorar. Muitos foram os que já tentaram lá chegar, mas hoje, depois da invasão chinesa, cada vez mais são os que querem experimentar e vivenciar a actividade espiritual deste povo que se manteve primitivo durante séculos.
Para terminar, recordo com saudade uma frase escrita numa T-Shirt colocada numa banca de uma pequena loja de Dharamsala:
“Nós somos visitantes neste planeta. Estamos aqui por 90 ou 100 anos no máximo. Durante este período, temos que tentar fazer alguma coisa boa, qualquer coisa útil com as nossas vidas. Se tu contribuires para a felicidade de outras pessoas, irás encontrar o verdadeiro objectivo, o verdadeiro sentido da vida.”
Sua Santidade, XIV dalai Lama, Tenzin Gyatso
Aventura na Índia: últimas vagas!!
A viagem Aventura na Índia (com saída a 10 de Outubro) está já com poucas vagas! Se quiser acompanhar-me nesta viagem inscreva-se aqui: http://www.nomad.pt/asia/india/viagem6/descricao.htm
Os comboios indianos!
Uma das imagens mais típicas da Índia são os transportes públicos sobrelotados, nomeadamente, os comboios.
Embora essa situação, hoje em dia, seja muito menos frequente, de vez em quando isso pode acontecer. Esta quarta-feira foi feriado nacional dedicado a um incontável número de Deuses e Deusas (alguns dos 330 milhões), por isso o país andou em festa e a população andou em movimentação para celebrar em família. Isso significa, em termos muito simples, que todo o tipo de veículo que é passível de transportar pessoas, principalmente comboios, andou sobrelotadíssimo.
No meu caso pessoal, decidi viver essa experiência e apanhar um comboio de Mathura a Delhi de apenas 3 horas. Como todos os lugares recervados estavam esgotados já há bastante tempo tive, como grande parte da população, de recorrer a bilhetes em classe "general" em "unreserved seats". Em termos práticos significa que, numa carruagem, viajam tantas pessoas quantas couberem. O embarque é logo algo de surreal! Todos corremos atarefadíssimos para o comboio para não ficarmos de fora (grande parte ficam de fora) e entramos, literalmente amassados, a tentar amassar cada vez mais. Dê por onde der parece caber sempre mais um. Depois do comboio arrancar com as portas abertas e as pessoas penduradas, cabe-nos a missão de conquistarmos um espaço para colocar os pés no chão e, com sorte, ter algum sítio para nos encostarmos.
Os indianos abraçam os amigos (ou desconhecidos) ao puxá-los para dentro da carruagem, as mulheres transportam os bébés no colo, na cabeça ou pendurados nas costas e os velhos usam a sua bengala para conquistar mais um centímetro quadrado. Se eu vos disser que num compartimento para 6 pessoas estavamos 18 adultos e 7 crianças vocês acreditam? Se não acreditarem inspecionem bem a minha melhor fotografia do momento e um video de como estava o hall da estação para comprar bilhetes. Melhor que isto foi definitivamente impossível.
Estou num quarto de um serial killer!
Estou num hotel de terceirríssima categoria e deito-me em lençóis usados. Envolvem-me paredes amarelecidas pelos milhares de cigarros aqui fumados e a tinta está a descascar em mais de uma dezena de sítios. Não sei se estarei correcto, porque não sou um serial killer, mas este calor abafado e esta ventoinha que rodopia sobre a minha cabeça a um ritmo compassado e hipnotizante são caracterísitcas que antecipam uma morte próxima.
Gosto de me colocar neste cenário. Faço, temporariamente, parte de um filme dos anos 70. Até a música que se houve ao fundo misturado com os sons do trânsito trazem qualquer coisa de "antique". A únicas diferenças, no meio de toda esta involvência sugestiva, é que eu nao tenho uma 9mm com silenciadorcomo também não tenho nenhuma tarefa encomendada para executar. Por minha livre opção, apanharei amanhã o comboio das 7h rumo a Satna para conhecer as ruínas de Khajurao.
23:00, 6 de Março de 2009
Quem é o dhobi-wallah?
Certamente estes rapazes não recorrem a máquinas de lavar modernas. Em primeiro lugar as roupas são transportadas até uma grande lavandaria ao ar livre, normalmente perto de um rio ou lago. Depois são metodicamente separadas. A roupa branca vai para um lado e o resto para outro. São submergidas em água com sabão durante duas horas e depois são esfregadas contra superfícies rugosas.
Passado algum tempo utilizando este processo para lavar a roupa, a roupa branca será menos branca, os tecidos sentir-se-ão mais finos e os botões e os fechos têm tendência para desaparecer ou estragar-se. Depois dessa lavagem, são estendidas sob o glorioso sol indiano e passadas a ferro com primitivos ferros ainda aquecidos com brasas de uma fogueira. Até a roupa interior é passada a ferro!
Para além de tudo isto, vale a pena salientar, que diariamente, centenas, senão milhares de peças de roupa são lavadas nestes dhobi ghats (as tais lavandarias ao ar livre) o que faz com que se atribua aos dhobi-wallah´s o conhecimento de um secreto sistema de marcação da roupa para que ela seja, em caso algum, extraviada.
Em Bombaim, 5000 dhobi-wallah´s trabalham no Mahalaxmi Dhobi Ghat e recebem milhares de quilos de roupa diariamente.
A Índia em menos de três minutos!
Este é o video de promoção da viagem à Índia que eu realizo com clientes. A próxima edição será entre 4 e 19 de Abril. Não percam a oportunidade!


